domingo, 25 de outubro de 2009

 

Adjunto adnominal

Artigos, adjetivos e pronomes, na análise sintática

Em sintaxe, os artigos, pronomes e adjetivos que modificam um substantivo 
são chamados de adjuntos adnominais. Entenda para que eles servem e como funcionam.

Observe a primeira estrofre do Hino Nacional:

 
Ouviram do Ipiranga as  margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante.
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante. 
 
A letra fica tão interessante porque muitos substantivos vêm cercados por adjetivos.
Vamos observar alguns: 

  •  as margens plácidas
  •  um povo heróico
  •  o brado retumbante
  •  o sol da Liberdade
  •  raios fúlgidos

    Podemos verificar que os substantivos margens, povo, brado, sol e raiosaparecem especificados por

  • adjetivos de grande impacto: plácidas, heróico,retumbante, fúlgidos, o que confere um tom grandioso e

  •  brilhante ao texto. Os substantivos também são especificados por artigos, como as, um e o.

  • Podemos observar também o uso de uma locução adjetiva: da Liberdade.

    Todos esses termos são chamados de adjuntos adnominais. São palavras que acompanham o núcleo do 

  • sujeito ou do predicativo do sujeito dando-lhes características, delimitando-os.

  • São termos acessórios da oração, do ponto de vista da análise sintática

    Um substantivo pode vir acompanhado de vários adjuntos adnominais.

  • Vamos ver mais um exemplo. Observe o verso seguinte. 

  •  Se em teu formoso céu, risonho e límpido

    Nesse caso, o substantivo céu vem acompanhado do pronome teu e dos adjetivos formoso, 

  • risonho e límpido. Todos esses termos têm a função de adjunto adnominal.


  • Adjetivos pátrios

    Veja gentílicos dos Estados do Brasil

    Quem nasce na Bahia é baiano (sem h!), mas e quem nasce no Espírito Santo? E potiguar, é o adjetivo relativo a qual Estado?

    A tabela a seguir traz relação de adjetivos gentílicos, ou pátrios, isto é, as palavras que designam origens. Saiba também como fazer o plural dos adjetivos compostos.


    Gentílicos de Estados brasileiros
    Quando houver mais de uma forma prefira a primeira

    Estado
    Sigla
    Adjetivo pátrio
    SUL
    Rio Grande do Sul (RS) gaúcho, rio-grandense-do-sul
    Santa Catarina (SC) catarinense, barriga-verde (não é pejorativo)
    Paraná (PR)

    paranaense, paranista (usado no Sul) e tingui
    SUDESTE
    São Paulo (SP) paulista, bandeirante
    Rio de Janeiro (RJ) fluminense
    Minas Gerais (MG) mineiro, montanhês, geralista
    Espírito Santo (ES) capixaba, espírito-santense
    CENTRO-OESTE
    Mato Grosso do Sul (MS) mato-grossense-do-sul, sul-mato-grossense
    Mato Grosso (MT) mato-grossense
    Goiás (GO) goiano
    NORDESTE
    Bahia (BA) baiano, baiense
    Sergipe (SE) sergipano, sergipense
    Alagoas (AL) alagoano, alagoense

    Pernambuco (PE) pernambucano
    Paraíba (PB) paraibano
    Rio Grande do Norte (RN) potiguar, rio-grandense-do-norte, norte-rio-grandense, petiguar, pitaguar, pitiguar, pitiguara, potiguara

    Ceará (CE) cearense
    Piauí (PI) piauiense, piauizeiro (pejorativo)
    Maranhão (MA) maranhense, maranhão
    NORTE
    Rondônia (RO) rondoniense, rondoniano
    Acre (AC) acreano, acriano
    Amazonas (AM) amazonense, baré
    Roraima (RR) roraimense
    Pará (PA) paraense, paroara, parauara (usado na Amazônia)
    Amapá (AP) amapaense
    Tocantins (TO) tocantinense

    domingo, 27 de setembro de 2009


    O emprego do hífen continua sendo um problema para a maioria das pessoas.
    Ainda que algumas regras novas tenham tornado essa tarefa mais simples (afinal, muitos hifens
    foram suprimidos), muitas dúvidas restaram, sobretudo quanto à nova grafia dos compostos.

    O substantivo "vão-livre", assim com hífen, é uma das criações da reforma ortográfica.
     Enquanto termos como "dona de casa", "pé de moleque", "mula sem cabeça", "queda de braço",
    "mesa de cabeceira" perderam os hifens, passando a ser considerados "locuções substantivas",
    outros ganharam o sinal. É o caso de "vão-livre", de "procuradoria-geral" e de termos de origem
    onomatopaica, como "tim-tim" (antes "tintim"), "lenga-lenga" (antes "lengalenga") e "rame-rame"
    (antes "ramerrame"), por exemplo.
    Com o prefixo "bem-", pouca coisa mudou. "Bem-vindo" e "bem-sucedido" continuam com o hífen.
    Houve mudança na grafia de "benfeito" (antes "bem-feito"). 

    sábado, 26 de setembro de 2009

    Exemplo de esquema com as ideias já hierarquizadas:

    Tema: Pena de morte: você é contra ou a favor?

    Introdução:

    contra - não resolve

    Desenvolvimento:

    1º parágrafo: direito à vida - religião

    2º parágrafo: outros países - Estados Unidos

    Conclusão:

    ineficaz; solução: erradicação da miséria

    Feito o esquema, é segui-lo passo a passo, transformando as palavras em frases, dando forma à sua redação.

    Planejando a Dissertação II

    Veja a seguir outro tipo de roteiro a ser seguido. Siga os passos:

    1) Interrogue o tema;
    2) Responda-o de acordo com a opinião;
    3) Apresente um argumento básico; 
    4) Apresente argumentos auxiliares;
    5) Apresente um fato-exemplo;
    6) Conclua. 

    Vamos supor que o tema de redação proposto seja: Nenhum homem vive sozinho. Tente seguir o roteiro:

    1. Transforme o tema em uma pergunta: Nenhum homem vive sozinho?

    2. Procure responder essa pergunta, de um modo simples e claro, concordando ou discordando (ou, ainda, concordando em parte e discordando em parte): essa resposta é o seu ponto de vista.

    3. Pergunte a você mesmo, o porquê de sua resposta, uma causa, um motivo, uma razão para justificar sua posição: aí estará o seu argumento principal.

    4. Agora, procure descobrir outros motivos que ajudem a defender o seu ponto de vista, a fundamentar sua posição. Estes serão argumentos auxiliares.

    5. Em seguida, procure algum fato que sirva de exemplo para reforçar a sua posição. Este fato-exemplo pode vir de sua memória visual, das coisas que você ouviu, do que você leu. Pode ser um fato da vida política, econômica, social. Pode ser um fato histórico. Ele precisa ser bastante expressivo e coerente com o seu ponto de vista. O fato-exemplo, geralmente, dá força e clareza à nossa argumentação. Esclarece a nossa opinião, fortalece os nossos argumentos. Além disso, pessoaliza o nosso texto, diferencia o nosso texto: como ele nasce da experiência de vida, ele dá uma marca pessoal à dissertação.

    6. A partir desses elementos, procure juntá-los num texto, que será o rascunho de sua redação.

     

    Planejando a Dissertação I

    Quando você deseja ir a algum lugar ao qual nunca foi, você costuma, mesmo que mentalmente, elaborar um roteiro. Afinal de contas, você sabe que, caso não se planeje, correrá o risco de ficar rodando à toa e não chegar ao destino, e, se chegar, terá perdido mais tempo que o previsto.

    Ao elaborarmos uma redação, não é diferente: se não tivermos um plano ou um roteiro previamente preparados, corremos o risco de ficar dando voltas em torno do tema, não chegando a lugar nenhum. Por isso, antes de escrever sua redação, é preciso planejá-la bem, procurando elaborar um esquema. Mas cuidado, não confunda esquema com rascunho! Esquema é um guia que estabelecemos para ser seguido, no qual colocamos em frases sucintas (ou mesmo palavras) o roteiro para a elaboração do texto. No rascunho, por outro lado, damos forma à redação, pois nele as ideias colocadas no esquema passam a ser redigidas, tomando a forma de frases que aos poucos se transformam em um texto coerente.

    O primeiro passo para a elaboração do esquema é ter entendido o tema, pois de nada adiantará um ótimo esquema se ele não estiver adequado ao tema proposto. Em seguida, você poderá dividir seu esquema nas três partes básicas - introdução, desenvolvimento e conclusão. Na Introdução, é necessário informar a tese que você irá defender. No desenvolvimento, escreva palavras capazes de resumir os argumentos que você apresentará para sustentar sua tese. Na Conclusão, escreva uma palavra que represente a conclusão a ser dada.

    Atenção: quando você estiver fazendo o esquema do desenvolvimento, surgirão inúmeras ideias. Registre-as todas, mesmo que mais tarde você não venha a utilizá-las. Essas ideias normalmente vêm sem ordem alguma; por isso, mais tarde, é preciso ordená-las, selecionando as melhores e colocando-as em ordem de importância. Esse processo é conhecido como hierarquização das ideias.

    Dissertação - Estrutura

    1ª parte: Introdução

    No primeiro parágrafo, o autor apresenta o tema que será abordado.

    Dica: anuncie claramente o tema sobre o qual você escreverá e as delimitações poropostas.

    2ª parte: Desenvolvimento

    Nos parágrafos subsequentes (geralmente dois), o autor apresenta uma série de argumentos ordenados logicamente, a fim de convencer o leitor.

    Dica: argumente, discuta, exponha suas ideias, prove o que você pensa.

    3ª parte: Conclusão

    No último parágrafo, o autor "amarra" as ideias e procura transmitir uma mensagem ao leitor.

    Dica: conclua de maneira clara, simples, coerente, confirmando o que foi exposto no desenvolvimento.

    Atenção:

    A dissertação deve obedecer à extensão mínima indicada na proposta, a qual costuma ser de 25 a 30 linhas, considerando letra de tamanho regular. Inicialmente, utilize a folha de rascunho e, depois, passe a limpo na folha de redação, sem rasuras e com letra legível. Utilize caneta; lápis, apenas no rascunho.

    A Redação no Vestibular

    Em vestibulares e concursos, a prova de Redação é um grande fator de eliminação. Através dela, as instituições têm um indicador mais concreto da formação do aluno, diferentemente das questões de múltipla escolha. Geralmente, exige-se que o candidato produza um texto dissertativo. Em menor proporção, podem ser solicitados ainda textos narrativos ou descritivos. Conheça as características de cada um desses textos:

    1 - DISSERTAÇÃO: dissertar significa "falar sobre". É o texto em que se expõem ideias, seguidas de argumentos que as comprovem. Na dissertação, você deve revelar sua opinião a respeito do assunto.

    2 - DESCRIÇÃO: texto em que se indicam as características de um determinado objeto, pessoa, ambiente ou paisagem. Na descrição, você deve responder à pergunta: Como a coisa  (lugar / pessoa) é? É importante tentar usar os mais variados sentidos: fale do aroma, dos cheiros, das cores, das sensações, de tudo que envolve a realidade a ser descrita. 

    3 - NARRAÇÃO: texto em que se contam fatos ocorridos em determinado tempo e lugar, envolvendo personagens. Lembre-se: você deve "narrar a ação", respondendo à pergunta: O que aconteceu?