terça-feira, 17 de novembro de 2009

Canção amiga
Eu preparo uma canção
em que minha mãe se reconheça,
todas as mães se reconheçam,
e que fale como dois olhos.

Caminho por uma rua
que passa em muitos países.
Se não me vêem, eu vejo
e saúdo velhos amigos.

Eu distribuo um segredo
como quem ama ou sorri.
No jeito mais natural
dois carinhos se procuram.

Minha vida, nossas vidas
formam um só diamante.
Aprendi novas palavras
e tornei outras mais belas.

Eu preparo uma canção
que faça acordar os homens
e adormecer as crianças.

Carlos Drummond de Andrad
e
Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever?
Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre
 o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio:
às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro
completamente, o que prova que não se trata de intuição, mas de simples
infantilidade.Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que
ponto posso controlá-los. Há um perigo: se reflito demais, deixo de agir.
E muitas vezes prova-se depois que eu deveria ter agido. Estou num impasse.
Quero melhorar e não sei como. Sob o impacto de um impulso, já fiz bem a
algumas pessoas.E, às vezes, ter sido impulsiva me machuca muito.
E mais: Nem sempre os meus impulsos são de boa origem. Vêm, por exemplo,
da cólera. Essa cólera às vezes deveria ser desprezada; outras, como me disse
uma amiga a meu respeito, são: cólera sagrada.
Às vezes minha bondade é fraqueza, às vezes ela é benéfica a alguém ou a mim mesma.
Às vezes restringir o impulso me anula e me deprime, às vezes restringi-lo dá-me uma
sensação de força interna. Que farei então? Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando
os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta?
E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do
que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto.
E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura
bastante ainda. Ou nunca serei.

(Clarice Lispector)
 
 
 

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

   
USO INTELIGENTE DA ÁGUA

Lavagem de áreas externas
- Incentive o hábito de usar a vassoura, e não a mangueira, para limpar calçadas e pátios.
Limpeza de áreas internas
- Para limpeza geral dos ambientes, basta usar pano úmido com desinfetantes.
Banheiro
- Regule a válvula de descarga dos vasos sanitários e acione-a o mínimo possível
            

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Sinais de Deus! 

Ao nascer de mais um dia,tudo é lindo e maravilhoso.O caminho que se prossegue,a
 verdade que se faz presente e a vida que expressa são os dons da plenitude Divina" 
Conta-se que um velho árabe analfabeto orava com tanto fervor e com tanto carinho,
cada noite, que certa vez, o rico chefe de uma grande caravana chamou-o à sua  presença e lhe perguntou : 
- Por que oras com tanta fé ? Como sabes que DEUS existe, quando nem ao menos sabes ler? 
O crente fiel respondeu : 
Grande senhor, conheço a existência de Nosso Pai Celeste pelos sinais dele. 
- Como assim ? indagou o chefe, admirado. 
O servo humilde explicou : 
Quando o senhor recebe uma carta de pessoa ausente, como reconhece quem a escreveu ? 
- Pela letra , - respondeu 
Quando o senhor recebe uma jóia, como é que se informa
sobre o autor dela ? 
- Pela marca do ourives. 
O servo sorriu e acrescentou : 
Quando ouves passos de animais, ao redor da tenda, como sabes, depois,
se foi um carneiro, um cavalo, um boi ? 
- Pelos rastros. - respondeu o chefe, surpreendido. 
Então, o velho crente convidou-o para fora da barraca e, mostrando-lhe o céu,
onde a lua brilhava, cercada por multidões de estrelas, exclamou, respeitoso : 
- Senhor, aqueles sinais lá em cima, não podem ser de homens ! 
Neste momento, o orgulhoso caravaneiro de olhos lacrimosos, ajoelhou-se na areia e
começou a orar também. DEUS, mesmo sendo invisível aos nossos olhos, deixa-nos
 sinais em todos os lugares : na manhã que nasce calma, no dia que transcorre com o
calor do sol ou com a chuva que molha a relva ... 
ELE deixa sinais quando alguém se lembra de você, quando alguém te considera importante,
quando alguém lembra
de te enviar uma mensagem e diz a você o que melhor poderia dizer : 
Fique na Paz do Senhor, porque Ela é infinita ! 

SER FELIZ 

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas 
não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá à falência. 
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os 
desafios, incompreensões e períodos de crise. 
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da 
própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de 
encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada 
manhã pelo milagre da vida.
 
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si 
mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber 
uma crítica, mesmo que injusta. 
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo... " 

Fernando Pessoa

domingo, 25 de outubro de 2009

 

Adjunto adnominal

Artigos, adjetivos e pronomes, na análise sintática

Em sintaxe, os artigos, pronomes e adjetivos que modificam um substantivo 
são chamados de adjuntos adnominais. Entenda para que eles servem e como funcionam.

Observe a primeira estrofre do Hino Nacional:

 
Ouviram do Ipiranga as  margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante.
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante. 
 
A letra fica tão interessante porque muitos substantivos vêm cercados por adjetivos.
Vamos observar alguns: 

  •  as margens plácidas
  •  um povo heróico
  •  o brado retumbante
  •  o sol da Liberdade
  •  raios fúlgidos

    Podemos verificar que os substantivos margens, povo, brado, sol e raiosaparecem especificados por

  • adjetivos de grande impacto: plácidas, heróico,retumbante, fúlgidos, o que confere um tom grandioso e

  •  brilhante ao texto. Os substantivos também são especificados por artigos, como as, um e o.

  • Podemos observar também o uso de uma locução adjetiva: da Liberdade.

    Todos esses termos são chamados de adjuntos adnominais. São palavras que acompanham o núcleo do 

  • sujeito ou do predicativo do sujeito dando-lhes características, delimitando-os.

  • São termos acessórios da oração, do ponto de vista da análise sintática

    Um substantivo pode vir acompanhado de vários adjuntos adnominais.

  • Vamos ver mais um exemplo. Observe o verso seguinte. 

  •  Se em teu formoso céu, risonho e límpido

    Nesse caso, o substantivo céu vem acompanhado do pronome teu e dos adjetivos formoso, 

  • risonho e límpido. Todos esses termos têm a função de adjunto adnominal.


  • Adjetivos pátrios

    Veja gentílicos dos Estados do Brasil

    Quem nasce na Bahia é baiano (sem h!), mas e quem nasce no Espírito Santo? E potiguar, é o adjetivo relativo a qual Estado?

    A tabela a seguir traz relação de adjetivos gentílicos, ou pátrios, isto é, as palavras que designam origens. Saiba também como fazer o plural dos adjetivos compostos.


    Gentílicos de Estados brasileiros
    Quando houver mais de uma forma prefira a primeira

    Estado
    Sigla
    Adjetivo pátrio
    SUL
    Rio Grande do Sul (RS) gaúcho, rio-grandense-do-sul
    Santa Catarina (SC) catarinense, barriga-verde (não é pejorativo)
    Paraná (PR)

    paranaense, paranista (usado no Sul) e tingui
    SUDESTE
    São Paulo (SP) paulista, bandeirante
    Rio de Janeiro (RJ) fluminense
    Minas Gerais (MG) mineiro, montanhês, geralista
    Espírito Santo (ES) capixaba, espírito-santense
    CENTRO-OESTE
    Mato Grosso do Sul (MS) mato-grossense-do-sul, sul-mato-grossense
    Mato Grosso (MT) mato-grossense
    Goiás (GO) goiano
    NORDESTE
    Bahia (BA) baiano, baiense
    Sergipe (SE) sergipano, sergipense
    Alagoas (AL) alagoano, alagoense

    Pernambuco (PE) pernambucano
    Paraíba (PB) paraibano
    Rio Grande do Norte (RN) potiguar, rio-grandense-do-norte, norte-rio-grandense, petiguar, pitaguar, pitiguar, pitiguara, potiguara

    Ceará (CE) cearense
    Piauí (PI) piauiense, piauizeiro (pejorativo)
    Maranhão (MA) maranhense, maranhão
    NORTE
    Rondônia (RO) rondoniense, rondoniano
    Acre (AC) acreano, acriano
    Amazonas (AM) amazonense, baré
    Roraima (RR) roraimense
    Pará (PA) paraense, paroara, parauara (usado na Amazônia)
    Amapá (AP) amapaense
    Tocantins (TO) tocantinense

    domingo, 27 de setembro de 2009


    O emprego do hífen continua sendo um problema para a maioria das pessoas.
    Ainda que algumas regras novas tenham tornado essa tarefa mais simples (afinal, muitos hifens
    foram suprimidos), muitas dúvidas restaram, sobretudo quanto à nova grafia dos compostos.

    O substantivo "vão-livre", assim com hífen, é uma das criações da reforma ortográfica.
     Enquanto termos como "dona de casa", "pé de moleque", "mula sem cabeça", "queda de braço",
    "mesa de cabeceira" perderam os hifens, passando a ser considerados "locuções substantivas",
    outros ganharam o sinal. É o caso de "vão-livre", de "procuradoria-geral" e de termos de origem
    onomatopaica, como "tim-tim" (antes "tintim"), "lenga-lenga" (antes "lengalenga") e "rame-rame"
    (antes "ramerrame"), por exemplo.
    Com o prefixo "bem-", pouca coisa mudou. "Bem-vindo" e "bem-sucedido" continuam com o hífen.
    Houve mudança na grafia de "benfeito" (antes "bem-feito").